Os remédios para o corpo são um fenômeno cada vez mais comum hoje. Pessoas de todas as idades recorrem a este tipo de medicamento em busca de um corpo perfeito. Há uma variedade enorme deles no mercado e cada um atende a um determinado público, que os utilizam para determinados fins. Os mais freqüentemente usados são os remédios para emagrecer e os remédios para ganho de massa muscular, conhecidos como anabolizantes. Estes últimos se tornaram febre especialmente entre os jovens, que os compram facilmente em academias de ginásticas.
Os anabolizantes são substâncias semelhantes aos hormônios masculinos, por isso eles promovem o aumento de caracteres masculinos e de massa muscular, também aumenta a capacidade do corpo de absorver, aumentado a absorção de proteínas e como conseqüência a retenção de líquidos, o que promove inchaços. Na maioria das vezes, são consumidos associados a três tipos diferentes e em doses cavalares.
Existem cerca de 69 tipos de efeitos colaterais documentados, o usuário das superdosagens pode desenvolver problemas no fígado, até mesmo câncer, derrame e mudanças no comportamento. Em homens ocorre a diminuição na produção de esperma, retração dos testículos, impotência sexual, dores para urinar e atrofiamento dos ossos, o que retarda o crescimento e os torna mais baixos do que os adolescentes que não utilizam anabolizantes. A parada repentina do consumo pode ocorrer depressão, insônia, fadiga e o desejo ainda maior de consumir anabolizantes. Enfim, os anabolizantes têm sim sua verdadeira utilização como em tratamentos da osteoporose, deficiência de crescimento e problemas hormonais masculinos, e não para satisfazer o ego. O uso inconseqüente de anabolizantes já levou muitas pessoas à morte, porque na maioria das vezes as conseqüências são irreversíveis, por isso é aconselhável que sejamos amigos do tempo para obter o corpo desejado.
A maior parte dos remédios e medicamentos para emagrecer disponíveis são "moderadores de apetite", os quais promovem o emagrecimento ao diminuir o apetite ou aumentar a sensação de "estar cheio". Esses medicamentos diminuem o apetite ao elevar os níveis de serotonina ou catecolamina -- dois elementos químicos no cérebro que afetam o humor e apetite. Os inibidores de apetite aprovados pela FDA (órgão americano que regula medicamentos) incluem sibutramina, fentermina, dietilpropriona e fendimetrazina. As anfetaminas são um tipo de inibidores de apetite, porém não são recomendadas para uso no tratamento da obesidade devido ao seu alto potencial de abuso de dependência.
Os riscos dos remédios para emagrecer variam conforme o grupo de medicamentos. Entre os inibidores do apetite predominam os decorrentes do estímulo do cérebro, como nervosismo e insônia. Entre os estimulantes da saciedade são mais freqüentes a boca seca, a constipação intestinal e a insônia. Já os inibidores de absorção das gorduras, quando não associados a um plano alimentar equilibrado, podem causar diarréia. Abaixo seguem os riscos e benefícios de alguns dos principais remédios para emagrecer:
Anorexígenos (Femproporex, Anfepramona e Mazindol) – substâncias que atuam no cérebro como inibidores de apetite.
Efeitos colaterais: incluem desde taquicardia, boca seca, insônia, ansiedade e depressão. Uma complicação menos freqüente e mais grave é a dependência, em geral associada a uma má utilização. Pacientes com problemas psiquiátricos não devem utilizá-los.
Sacietógenos (Sibutramina e Rimonabanto) – Também atuam no cérebro, reduzindo a ingestão alimentar sem inibir a fome. O paciente se satisfaz com menores quantidades de alimento.
Efeitos colaterais: a sibutramina tem como efeitos colaterais mais freqüentes a boca seca, a constipação intestinal, a insônia e a taquicardia. Já o rimonabanto pode provocar depressão, náuseas, tonteira, diarréia, ansiedade e insônia.
Inibidores da absorção de gordura (Orlistate) - O único representante desta classe é o orlistate, mais conhecido como Xenical, que atua apenas no intestino bloqueando parte da gordura ingerida.
Efeitos colaterais: de natureza gastrintestinais, que podem ser evitados através de uma ingestão controlada de gorduras.
Os remédios para o corpo se tornaram um grande e lucrativo mercado, que cresce cada dia mais e que põe em risco a vida de seus usuários. As conseqüências do uso dos mesmos costumam aparecer não imediatamente, mas apenas alguns meses ou até anos de uso, o que torna o perigo distante e ignorado por quem utiliza esses remédios. A proposta desta matéria é estudar o motivo pelo qual este hábito se tornou tão freqüente, o público-alvo de cada medicamento, as marcas mais utilizadas, seus efeitos imediatos e seus perigos a curto, médio e longo prazo. Para isso, iremos pesquisar o uso dos principais medicamentos para o corpo com informações sobre: locais que costumam ser vendidos, preços, principal público-alvo, marcas mais utilizadas, qual é a facilidade de compra de cada produto, quais são vendidos ilegalmente e quais foram as conseqüências para quem utilizou esses remédios. Faremos o uso de entrevistas com: médicos (ou especialistas), usuários e ex-usuários. Haverá ilustrações com fotos de pessoas que sofreram na pele os efeitos colaterais do uso dos mesmos. Além disso, o foco principal da matéria será o atual debate a respeito da proibição ou não dos remédios para emagrecer, pois esta discussão envolve diversos aspectos. Estes remédios, desenvolvidos especialmente para pessoas obesas com problemas de saúde que necessitam dos mesmos para um emagrecimento de emergência, estão sendo usados por pessoas que não precisam. Mulheres e homens saudáveis recorrem a este tipo de remédio apenas para conquistar o peso ideal, o que poderia ser conquistado apenas através de dietas e exercícios físicos. Nesta reportagem, abordaremos todos os aspectos relacionados aos remédios para emagrecer, oferecendo uma matéria completa sobre suas causas e efeitos e abordando questões atuais relacionadas ao assunto.